AATSP

A trajetória de Esperança Garcia atravessa séculos e reafirma um princípio que orienta a defesa dos direitos no Brasil: justiça racial é fundamento da democracia. Em 1770, essa mulher negra escravizada redigiu uma petição denunciando violências cometidas contra ela, seu filho e outras mulheres na Fazenda Algodões. O documento é reconhecido como a primeira petição escrita por uma mulher no país, o que consagra Esperança como precursora da advocacia brasileira.

A AATSP marca esta data lembrando que o enfrentamento ao racismo nas relações de trabalho continua sendo tarefa inadiável. A desigualdade racial persiste no acesso ao emprego, na remuneração, nas condições de trabalho e na ocupação de espaços de decisão. A Justiça do Trabalho atua diante de práticas discriminatórias, mas a responsabilidade é compartilhada: requer vigilância, responsabilização e políticas que garantam igualdade real de oportunidades.

Honrar a memória de Esperança Garcia é sustentar essa agenda.
Consciência Negra é compromisso permanente com dignidade, direitos e um mundo do trabalho verdadeiramente igualitário.